FUTURO MOTIVADOS
PELA
RESPONSABILIDADE

Satisfazer critérios de qualidade e segurança, garantir o fornecimento ininterrupto de energia, manter o equilíbrio entre a oferta e a procura de energia, são tarefas diárias que traduzem uma atitude responsável e comprometida com o futuro é

ENERGIA EM MOVIMENTO.

4

Relatóriode gestão

4.1

Envolvente

4.1.1 ENVOLVENTE ECONÓMICA

Economia mundial1

A economia mundial prosseguiu, em 2017, uma tendência de recuperação económica, esperando-se um crescimento global de +3,5% (vs +3,2% em 2016). Esta aceleração da atividade económica mundial foi impulsionada pela forte expansão do comércio mundial, assim como pelo bom desempenho dos mercados emergentes e economias desenvolvidas.

Nos mercados emergentes, onde a recuperação económica se mantém muito acima da média mundial, verificou-se uma aceleração no ritmo de crescimento (+4,5% em 2017 vs +4,3% em 2016). No entanto, permaneceram disparidades entre as várias economias que compõem esta região. Enquanto se verificou uma solidez no crescimento da China (+6,8% em 2017 e +6,7% em 2016), apoiado pela melhoria das condições de financiamento global e fortalecimento do comércio mundial, outras economias emergentes conseguiram inverter a tendência de recessão dos dois últimos anos, retomando ao crescimento económico em 2017, sustentado pelo aumento dos preços das commodities, e consequentemente pela dinamização das exportações. Nestas condições encontram-se os países exportadores de matérias-primas, como a Rússia que cresceu 1,7% (vs -0,2% em 2016) e o Brasil que registou um crescimento de 0,7 (vs -3,6% em 2016). Adicionalmente, muitas economias emergentes continuam a beneficiar do aumento da confiança dos investidores e consumidores e de condições de financiamento mais favoráveis, com impacte positivo no consumo privado e no investimento.

+ 0 %
Economia Global
2017
+ 0 %
Crescimento Zona Euro
2017

Maior  dinamismo da economia da união europeia

Por outro lado, nas economias desenvolvidas, onde o ritmo de crescimento é mais modesto, verificou-se em 2017 uma aceleração da atividade económica (+2,4% vs +1,8% em 2016). Este desempenho beneficiou do maior dinamismo da economia da União Europeia, que se estima ter crescido 2,3% em 2017 (vs +1,9% em 2016). Do conjunto dos países desta região, a economia do Reino Unido foi a única a registar uma retração na recuperação económica devido ao enfraquecimento do consumo privado, afetado pela incerteza sobre as negociações em curso das condições da saída da UE. Fora da União Europeia, a economia dos Estados Unidos manteve um ritmo de crescimento sustentado (+2,2% vs +1,5% em 2016) suportado pelo crescimento do consumo e do investimento, em parte refletindo uma recuperação do setor energético. Por outro lado, no Japão a melhoria das condições do mercado de trabalho e a consequente robustez da procura interna contribuíram para a aceleração do crescimento económico (+1,6% em 2017 vs +1,0% em 2016).

2,3% crescimento da economia na UE

Zona Euro2

A expansão económica da Zona Euro manteve-se robusta em 2017, registando um crescimento mais forte do que no ano anterior (+2,2% vs +1,8% em 2016) impulsionado pelo dinamismo do consumo público e privado e também pelo investimento e exportações, os quais continuaram a beneficiar da expansão da atividade económica mundial e das melhorias das condições do mercado de trabalho.

As taxas de desemprego mantiveram uma trajetória descendente, passando de 10,0% em 2016 para 9,1% em 2017. De um modo geral a inflação na área do euro aumentou de 0,2% em 2016 para 1,5% em 2017, suportada pelo aumento dos preços do petróleo.

As finanças públicas da Zona Euro apresentaram uma melhoria, com o défice orçamental médio a situar-se em 1,1% em 2017, abaixo dos 1,5% registados em 2016, devido principalmente a uma melhoria da componente cíclica e a uma diminuição de pagamentos de juros. Quanto à dívida pública, manteve também uma trajetória decrescente, situando‑se em 89,3% do PIB em 2017 vs 91,1% do PIB em 2016.

Taxas de juro3

O Banco Central Europeu manteve a sua política monetária flexível, mantendo a sua taxa de referência em 0,00%, enquanto outros bancos centrais de todo o mundo já começaram a aumentar as taxas de juro. Em 2017, a Reserva Federal dos Estados Unidos aumentou por três vezes a sua taxa de referência, de 0,75% para 1,5% no final do ano.

Em linha com as taxas de referência, as taxas Euribor atingiram novos mínimos. Assim, a 31 de dezembro de 2017, as taxas Euribor para os prazos de 3, 6 e 12 meses eram de -0,329% (vs -0,319 no final de 2016), -0,271% (vs. -0,221%) e -0,186% (vs. -0,082%), respetivamente.

ECONOMIA NACIONAL4

A economia portuguesa continuou a crescer em 2017 (+2,6%) acelerando o ritmo de crescimento registado em 2016, de 1,5%. Esta recuperação económica, acima da média dos países da zona Euro, foi em larga medida impulsionada pela exportação (+8,0% em 2017 vs 4,1% em 2016) e pelo investimento (+8,1% vs 1,6% em 2016), em especial no setor do turismo. Por outro lado, a desaceleração no consumo privado (+1,9%, vs 2,1% em 2016) refletiu a deterioração da confiança dos consumidores e o pequeno aumento na taxa de poupança das famílias.

+2,6% acelerando o ritmo de crescimento registado em 2016: 1,5%

Esta evolução traduziu-se num contributo da procura externa líquida para o crescimento do PIB ligeiramente positivo, invertendo a tendência dos últimos anos.

O mercado de trabalho prosseguiu a trajetória de recuperação dos anos mais recentes, com a taxa de desemprego a baixar para os 9,2% (vs 11,2% em 2016). Por outro lado, a inflação, medida pela taxa de variação do HIPC, aumentou em 2017, esperando-se que se situe em 1,5%, após situar-se em 0,6% em 2016. Para a aceleração dos preços em 2017 contribuíram tanto a componente energética como a não energética, influenciada pelos preços nas atividades relacionadas com o turismo.

O continuado esforço de consolidação orçamental e recuperação económica mais rápida permitiram que o défice público não excedesse os 3% do PIB, situando-se em 1,4% em 2017 (2,0% do PIB em 2016). A dívida pública em relação ao PIB também diminuiu, ascendendo a 126,4% do PIB (130,1% em 2016).

1 – Fonte: Comissão Europeia: European Economic Forecast, Autumn 2017
2 – Fonte: Comissão Europeia: European Economic Forecast, Autumn 2017 – Euro Zone
3 – Fonte: Taxas de Referência ECB (www.ecb.int); Federal Reserve (www.federalreserve.gov) e European Money Markets Institute
4 – Fonte: Comissão Europeia: European Economic Forecast, Autumn 2017